segunda-feira

“The Last Question”

A história começa no ano de 2061, quando um computador colossal resolveu os problemas de energia da Terra projetando no espaço um imenso satélite que é capaz de refletir a energia do sol de volta para a terra. O CA é tão grande e avançado que seus técnicos tem apenas uma idéia muito vaga de como ele opera. Numa aposta de cinco dólares, dois técnicos bêbados perguntam ao computador se a morte final do Sol pode ser evitada ou se o universo deve morrer inevitavelmente. Depois de ruminar a pergunta silenciosamente, o CA responde: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

Séculos mais tarde, o CA resolve o problema da viagem hiperespacial, e os seres humanos começam a colonizar milhares de sistemas estelares. O CA está tão grande que ocupa várias centenas de quilômetros quadrados em cada planeta e tão complexo que se mantém e se conserta a si mesmo. Uma jovem família está viajando em uma nave espacial através do hiperespaço, certeiramente guiada pelo CA, em busca de um novo sistema solar para colonizar. Quando o pai casualmente menciona que as estrelas vão acabar morrendo, as crianças ficam histéricas. “Não deixe as estrelas morrerem”, suplicam. Para acalmar os filhos, o pai pergunta ao CA se a entropia pode ser revertida. “Vejam”, tranqüiliza o pai, lendo a resposta do CA, o CA pode resolver tudo. Ele os consola dizendo: “Ele vai tomar conta de tudo quando chegar a hora, por isso não se preocupem.” Nunca contou aos filhos a resposta que o CA realmente exibiu: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

Milhares de anos no futuro, a própria Galáxia foi colonizada. O CA resolveu o problema da imortalidade e do aproveitamento de energia da Galáxia, mais deve encontrar novas galáxias para colonizar. O CA está tão complexo que há muito passou do ponto em que alguém compreendia o seu funcionamento. Replaneja e aperfeiçoa continuamente os próprios circuitos. Dois membros do Conselho Galáctico, cada um com centenas de anos de idade, debatem a urgente questão de encontrar novas fontes de energia galáctica, e se perguntam se o próprio universo está esgotado. Pode a entropia ser revertida? Perguntam. O CA responde: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

Milhões de anos no futuro, a humanidade se espalhou por incontáveis galáxias do universo. O CA resolveu o problema de libertar a alma do corpo, e mentes humanas estão livres para explorar a vastidão de milhões de galáxias, com seus corpos guardados em segurança num planeta há muito esquecido. Duas mentes se encontram por acidente no espaço exterior e casualmente se perguntam onde, entre as incontáveis galáxias, os seres humanos haviam se originado. O CA, que agora está tão grande que a maior parte dele tem de ser abrigada no hiperespaço, responde transportando-os instantaneamente para uma obscura galáxia. Eles ficam desapontados. A galáxia é tão comum, como bilhões de outras, e a estrela original já morreu há muito tempo. As duas mentes ficam aflitas porque bilhões de estrelas no céu estão lentamente encontrando o mesmo destino. As duas mentes perguntam, pode a morte do próprio universo ser evitada? Do hiperespaço, o CA responde: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

Bilhões de anos no futuro, a humanidade consiste de um trilhão de trilhão de trilhão de corpos imortais, todos cuidados por autômatos. A mente coletiva da humanidade, que é livre para perambular por toda parte no universo, acaba por se fundir numa única mente, que por sua vez se fundiu com o próprio CA. Já não faz mais sentido perguntar de que é feito o CA, ou onde no hiperespaço ele realmente está. “O universo só está morrendo”, pensa o homem coletivamente. Uma por uma, as estrelas e galáxias cessam de gerar energia, e as temperaturas por todo o universo se aproximam do zero absoluto. O Homem pergunta desesperadamente se o frio e a escuridão que lentamente vão engolfando as galáxias significam sua morte final. Do hiperespaço o CA responde: DADOS INSUFICIENTES PARA UMA RESPOSTA SIGNIFICATIVA.

Quando o homem pede ao CA que colha os dados necessários, ele responde: FAREI ISSO. VENHO FAZENDO ISSO HÁ CEM BILHÕES DE ANOS. MEUS PREDECESSORES RECEBERAM ESSA PERGUNTA MUITAS VEZES. TODOS OS DADOS QUE POSSUO PERMANECEM INSUFICIENTES.

Uma eternidade passa, e o universo atingiu sua morte final. Do hiperespaço, o CA gasta uma eternidade coletando dados e contemplando a questão final. Por fim, o CA descobre a solução, ainda que não haja mais ninguém para quem dar a resposta. O CA formula cuidadosamente um programa e então dá início ao processo de reversão do Caos. Reúne frio, gás interestelar, junta estrelas mortas, até que uma bola gigantesca é criada.

Então, quando seu labor estava feito, do hiperespaço o CA brada:
Faça-se a luz!
E a luz se fez...
E no sétimo dia ele descansou.

Isaac Asimov.

"All You Zombies..."

Uma menininha é misteriosamente abandonada num orfanato em Cleveland em 1945. “Jane” cresceu solitária e deprimida, sem saber quem são seus pais, até que, num dia de 1963, sente-se estranhamente atraída por um vagabundo. Apaixona-se por ele. Mas, exatamente quando as coisas estão finalmente melhorando para Jane, uma série de desastres acontecem. Ela engravida do vagabundo, que em seguida desaparece. Durante o complicado parto, os médicos descobrem que Jane possui os dois sexos e, para lhe salvar a vida, são obrigados a converte-la cirurgicamente em “ele”. Por fim, um estranho misterioso seqüestrou seu filho da sala de parto.
Recuperando-se desses desastres, rejeitada pela sociedade, desdenhada pela sorte, “ele” se torna um bêbado e um vagabundo. Além de perder os pais e o amado, Jane perdeu também o filho. Anos mais tarde, em 1970, ele entra por acaso num bar ermo, chamado Pop’s Place, e derrama sua patética estória sobre um idoso garçom. O compassivo garçom oferece ao vagabundo a oportunidade de se vingar do estranho que a deixara grávida e a abandonara, com a condição de que ele ingressasse no “corpo dos viajantes no tempo”. Os dois entram na máquina, e o garçom conduz o vagabundo a 1963. O vagabundo se sente estranhamente atraído por uma jovem órfã, que em seguida engravida.
O garçom avança então nove meses, seqüestra a menininha do hospital e a deixa no orfanato nos idos de 1945. Depois o garçom deixa o vagabundo inteiramente confuso em 1985, para que ele se aliste no corpo dos viajantes no tempo. O vagabundo acaba por ajeitar sua vida, torna-se um membro respeitável e veterano do corpo dos viajantes no tempo e então se disfarça de garçom de bar e enfrenta sua mais difícil missão: um encontro com o destino, topando com certo vagabundo no Pop’s Place em 1970.

do conto Robert Heinlein.


Linha de mundo de Jane. Posted by Hello

quarta-feira


A região proibida Posted by Hello

Nosso espaço-tempo quadridimencional


A nossa definição de linha de mundo foi retirada do livro “hiperespaço” de Michio Kaku e o conceito original foi desenvolvido por Einstein. Com a ajuda do conceito de linha de mundo podemos abordar diversos assuntos.
O cosmólogo Russo George Gamow é famoso por abordar o trabalho de Einstein com senso de humor e imaginação e inclusive intitulou apropriadamente sua autobiografia de “minha linha de mundo”.
No exemplo anterior, se alguém nos criticar por nosso ócio, podemos afirmar com razão que, segundo a teoria da relatividade de Einstein, estamos traçando uma linha de mundo no nosso espaço-tempo quadridimencional.
Observe também que há uma região proibida em nossos diagramas em que nossa linha de mundo não pode entrar porque teríamos de nos deslocar numa velocidade maior que a da luz.

segunda-feira


No canto esquerdo inferior está a sua casa e no canto direito superior está o seu escritório.
 Posted by Hello

terça-feira

Você sabe o que é uma linha de mundo?


Digamos que um dia, o seu despertador acorde você às 8 horas da manhã, e você resolva passar a manhã na cama em vez de ir trabalhar. Embora pareça que você não esta fazendo nada preguiçosamente na cama, você esta na verdade traçando uma “linha de mundo”.
Num gráfico se colocarmos “distância” (na escala horizontal) e tempo (na escala vertical) e se simplesmente você ficar na cama de 8 horas ao meio-dia, sua linha de mundo é uma linha reta vertical. Você avançou 4 horas em direção ao futuro, mas não percorreu nenhuma “distância”.
Supondo que finalmente você saiu da cama ao meio-dia e chegará ao trabalho 1 hora da tarde, sua linha de mundo ficará oblíqua (inclinada) por que você está se movimentando tanto no espaço quanto no tempo.
Se você for trabalhar de carro, chegará mais rápido ao escritório, às 12:30 horas e sua linha de mundo ficará mais oblíqua. Isso significa que quanto mais depressa viajamos, mais nossa linha de mundo se desvia da vertical.
Nossa linha de mundo nunca realmente começa ou acaba. Mesmo quando morremos, as linhas de mundo das moléculas de nosso corpo continuam a se dispersar no ar ou no solo, mas irão traçar suas intermináveis linhas de mundo. De maneira semelhante, quando nascemos, as linhas de mundo das moléculas que vêm de nossa mãe se fundem num bebê.
As linhas de mundo não se rompem nem aparecem do nada em ponto algum. Nossa linha de mundo sintetiza toda a nossa história, do nascimento a morte.

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